Como a TI pode ajudar na Governança Corporativa de seu negócio

Como a TI pode ajudar na Governança Corporativa de seu negócio

ago. 24-2017

Por Midas

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Termo pouco conhecido pelas corporações até o final dos anos 1990, a Governança Corporativa é o conjunto de melhores práticas que regem a gestão de uma empresa.

O assunto ganhou mais visibilidade por volta de 2001, depois de vários escândalos financeiros envolvendo gigantes americanas como a Enron e que culminaram na publicação da Lei Sarbanes Oxley  (conheça).

Também conhecida como SOX, ela visa proteger investidores e demais stakeholders dos erros das escriturações contábeis e práticas fraudulentas e carrega uma premissa simples: a boa governança e as práticas éticas não são mais aperfeiçoamento, elas são leis.

Trocando em miúdos, com a publicação, executivos passaram a ser responsáveis por suas ações e podem arcar pessoalmente ou criminalmente por fraudes em informações financeiras.

Qual o papel da TI nisso tudo?

Como a Governança Corporativa exige uma postura mais responsável, baseada nos princípios da transparência, independência e prestação de contas (accountability), sem o apoio da Tecnologia da Informação é praticamente impossível colocá-la em prática. A razão é simples: toda a gestão de dados depende de recursos tecnológicos.

De dados financeiros a atividades operacionais, tudo passa pela tecnologia e é fundamental que os decisores do negócio tenham confiança nas informações contidas em tais sistemas.

Cinco áreas em que a Governança pode ajudar

Segundo a metodologia mais utilizada pelos profissionais de TI no mundo, o COBIT (Control Objectives for Information and Related Technologies), há cinco principais áreas em que a Governança de TI pode (e deve) ajudar:

  • Alinhamento estratégico

O sucesso na Governança Corporativa só é alcançado quando todos na organização conhecem, compartilham e trabalham em conjunto para alcançar os objetivos em curto, médio e longo prazo.

Sem a tecnologia que faz com que e-mails cheguem, videoconferências aconteçam e dados sejam compilados em tempo real, comunicar esse alinhamento jamais seria possível.

  • Entrega de valor

O maior objetivo da Governança Corporativa é, certamente, gerar valor para o negócio. Com o suporte adequado e a tecnologia certa, isso pode ser conseguido com mais eficácia.

Nós falamos sobre esse tema em nosso post “Principais riscos de operar com fornecedores com cadastros inconsistentes”. A automação de um processo de qualificação cadastral torna, por exemplo, a empresa mais produtiva, reduzindo custos e minimizando erros. Tudo graças à tecnologia que agrega valor ao negócio.

  • Gerenciamento de riscos

Através de um bom sistema de gestão estratégica em TI, a organização consegue avaliar constantemente seu próprio desempenho, mensurar e identificar com mais precisão os riscos aos quais está exposta e traçar planos de ação para mitigá-los.

Isso gera credibilidade frente aos stakeholders e abre portas para novas oportunidades de negócios, além de levar aos acionistas e investidores propostas de valor.

 

  • Mensuração de performance

A TI favorece que os parâmetros de gestão sejam estabelecidos e traduzidos em mapas estratégicos, com indicadores de desempenho que norteiam as ações de todos.

Ela também estimula a transparência de ações por meio do compartilhamento do conhecimento gerado.  Para os stakeholders, isso tem muito valor, pois promove uma visão abrangente sobre a performance da empresa ao longo do tempo.

 

  • Gerenciamento de recursos

Com processos automatizados, a organização ganha em produtividade, agilidade de resposta às demandas do mercado e segurança na tomada de decisões.

Um bom sistema de gestão estratégica favorece o mapeamento de dados, a avaliação do próprio desempenho e a mensuração de seus resultados. Dessa forma, novas e assertivas estratégias podem ser tomadas.

 

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Saiba mais sobre a Lei Sarbanes Oxley.

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