risco reputacional

Como a escolha de parceiros impacta o risco reputacional das empresas

dez. 07-2020

Por Midas Solutions

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Leva-se anos para construir uma reputação e segundos para destruí-la.

No mundo corporativo, a reputação de uma empresa é um dos seus maiores ativos, e também um dos mais frágeis, que não vale a pena arriscar.

A integridade dessa imagem está diretamente ligada ao seu compliance e às decisões de negócio que ela toma. Assim, fazer as escolhas corretas faz toda a diferença!

Isso inclui a seleção dos seus fornecedores, parceiros e empresas com as quais a empresa se relaciona em geral.

Por isso, hoje vamos entender o que é risco reputacional, como evitá-lo e o que fazer para que as suas parcerias não acabem dando mais transtorno que vantagem.

Vamos nessa?

 

O que é risco reputacional?

Também conhecido como risco de imagem, o risco reputacional é o risco relacionado à percepção pública de uma empresa.

Ou seja, é uma incerteza, um acontecimento que pode prejudicar a confiança que as pessoas têm nela e seu valor de mercado.

Como já dissemos, a reputação de uma empresa, a sua imagem no mercado, é um dos maiores diferenciais que ela pode ter e é um verdadeiro motor para bons negócios.

E quando você é visto como sólido e estável, atrai os melhores talentos, mais investimentos e resiste a crises com mais facilidade.

Mas, como um vaso de porcelana, quando essa confiança se quebra, você pode até colar os cacos, mas dificilmente ela ficará como antes!

Por isso, blindar esse patrimônio invisível com estratégias para mitigar os riscos é essencial.

Dessa forma, a gestão de risco reputacional precisa fazer parte da sua governança corporativa, cobrindo até mesmo as parcerias e cadeia de suprimentos da empresa.

 

Conheça os 4 tipos de risco reputacional

Quando falamos de riscos internos, é possível treinar os colaboradores, fazer comunicações e conscientização.

Já com os terceiros, o nível de controle é menor – você só pode ir até certo ponto.

Por isso, na relação com eles, é importante que você tenha no seu radar os 4 tipos de riscos de imagem:

 

• Risco Ético: possibilidades relacionadas a fraudes e envolvimento de pessoas ou empresas com corrupção

• Risco Financeiro: relacionado ao risco de crédito, ou seja, possibilidade de inadimplência

• Risco de Produto ou Serviço: relacionado à qualidade e procedência de um produto ou serviço, ou até mesmo ao atendimento prestado

• Risco de Segurança: relacionado à segurança física ou digital de pessoas, bens e processos – esse risco ganhou notoriedade com a chegada da LGPD.

 

Como um risco reputacional pode afetar a minha empresa?

A confiança é sem dúvida um dos maiores ativos de uma empresa, então um risco nesse sentido pode ser cataclísmico.

Um possível risco reputacional prejudica a imagem da empresa na percepção de clientes, órgãos reguladores e outros stakeholders, além de gerar cobertura negativa da mídia e minar seu compliance.

Tudo isso complica a sua capacidade de estabelecer novas relações, o que na prática causa perdas financeiras e a redução da base de clientes.

Além disso, um risco reputacional pode causar:

  • Perda de valor para o acionista
  • Despesas com autuações e honorários legais
  • Dificuldade na atração de talentos
  • Perda de oportunidades de crescimento
  • Concorrência ineficaz em licitações públicas

Também precisamos levar em conta que os riscos de reputação também não são facilmente quantificáveis e os efeitos são bem-difíceis de compreender.

E recuperar o apoio dos públicos de interesse requer investimento financeiro, de tempo e de energia. Portanto, prevenir é melhor do que remediar!

 

Como a escolha de parceiros e fornecedores afeta esse risco de imagem?

Em 2014, entrou em vigor a Lei 2.846/13, que introduziu o conceito de responsabilidade solidária.

Resumindo, essa lei permite que a empresa seja responsabilizada pelas ações irregulares de funcionários e parceiros.

Isso fez com que a atenção fosse redobrada na hora de firmar suas parcerias, colocando em prática processos como a due diligence de integridade.

Hoje não se trata mais de apenas negociar o preço, e sim e mapear as repercussões que uma parceria pode ter lá na frente. Está mais do que provado que preços baixos podem vir acompanhados de altos riscos!

Relembre agora algumas empresas que foram prejudicadas por fornecedores, parceiros ou relações externas:

• Samsung: em 2017, as baterias fornecidas para a montagem de um novo celular da gigante norte-coreana tinham defeito de soldagem, o que causou curto-circuitos e celulares que explodiam em pleno lançamento de produto.

• Zara: a empresa não monitorava um fornecedor que usava mão-de-obra análoga ao trabalho escravo, e além de problemas legais, passou por uma grave crise de imagem.

• Carrefour: seus prestadores de serviço na área de segurança foram responsáveis pela morte de um cliente, causando indignação geral, repercussão internacional negativa e queda no valor de suas ações.

Por isso, a prevenção ao risco reputacional é o caminho mais inteligente e seguro para embasar as suas decisões. Veja a seguir o que considerar antes de tomar a sua próxima!

 

7 critérios para avaliar em um novo fornecedor ou parceiro

Para que você tenha certeza de não estar fechando negócio ou até sociedade com nenhum aventureiro, é importante passar o possível parceiro por uma “peneira”.

Afinal, para eliminar a chance de um risco reputacional, é importante verificar se a empresa tem lastro para desempenhar o papel, certo?

E para deixar essa avaliação mais fácil e objetiva, recomendamos que você use os seguintes critérios:

1. Situação cadastral: verifique o tipo da empresa, o seu endereço, sua atividade principal e o quadro societário.

2. Situação jurídica/legal: entender o histórico legal da empresa já revela se vale a pena fazer negócios com ela.

3. Cumprimento de obrigações fiscais e trabalhistas: queremos sempre nos relacionar com empresas idôneas, principalmente no âmbito financeiro. Dessa forma, é essencial saber se ela cumpre prazos de pagamento de colaboradores e entrega declarações e obrigações fiscais e financeiras em dia, por exemplo.

4. Reputação online: entenda se a empresa não está “queimada” nas redes sociais, ou aparece em notícias negativas. Associar a sua empresa a outra que está enfrentando uma maré de críticas é um risco de imagem.

5. Compliance socioambiental: entenda os impactos das ações do futuro parceiro no meio ambiente, seja negativo ou positivo, e indo desde a mão-de-obra até a matéria-prima. Hoje, as empresas que não se preocupam com a sustentabilidade sofrem rejeição dos stakeholders.

6. Presença em listas restritivas: essas listas mostram se a empresa está relacionada com trabalho escravo, pessoas envolvidas em casos de corrupção, fraudes e politicamente expostas.

7. Prestação de serviços para administração pública: se um parceiro ganha uma licitação para prestação de serviço público há 20 anos, por exemplo, isso indica uma atividade suspeita e consequentemente um risco para a imagem da sua empresa.

Além desses critérios, também é interessante que decisões que envolvam contratos grandes sejam tomadas por um comitê.

 

Após a escolha, lembre-se de fazer a gestão do contrato

Mesmo fazendo uma escolha inteligente, nem todas as empresas têm o hábito de fazer o trabalho de follow-up. Ou seja, pouca gente faz a gestão do contrato assinado entre você e o parceiro.

Mas para o casamento continuar firme mesmo depois da lua-de-mel, é importante fazer esse acompanhamento.

Assim, você garante que o combinado está sendo cumprido pelo fornecedor e que não há novos desenvolvimentos ou brechas que possam afetar a reputação da sua empresa.

O Service Level Agreement (SLA) é o seu grande aliado nessa tarefa.

Esse acordo serve como um farol para a relação entre você e o parceiro, deixando claras as obrigações e os direitos das duas partes.

Além disso, é recomendado que você arquive eletronicamente contratos, comprovantes, certidões, e-mails e outros documentos providos por ele.

Isso porque documentar esse relacionamento do início ao fim vai te dar um panorama sobre a eficácia da parceria e será útil em caso de litígio – o que, querendo ou não, pode acontecer!

Uma outra forma de analisar essa parceria é vê-la sob a ótica de alguns KPIs como lead time e saving financeiro. Para saber mais sobre esse assunto, veja aqui o nosso artigo completo sobre gestão de fornecedores e parceiros.

Seguindo as dicas de hoje, você sempre terá parcerias vantajosas e duradouras, fomentará negócios em segurança e terá sucesso nas suas escolhas.

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